SUB-REGIÃO NOA

COMENTÁRIOS GERAIS​​

 

A semeadura começou a finais de abril e no início de maio, com acumulação de umidade no perfil dos solos de boa a regular de acordo com a zona e com uma intenção de semeadura menor do que em outras safras. Isto se observou especialmente no norte de Salta, nos departamentos de Oran e Libertador General San Martín, como consequência da menor acumulação de umidade durante o período estival anterior.

O ritmo de semeadura foi bom. É preciso ressaltar que os trigos semeados se fazem com irrigação ou em seco onde a umidade acumulada no solo o permite.​

Durante os primeiros meses, as condições climáticas foram favoráveis tanto pelas chuvas e chuviscos como também pelas baixas temperaturas registradas; fatores que permitiram manter uma boa umidade no solo.​

A partir de agosto, as altas temperaturas que se anteciparam, começaram a atingir a evolução dos trigos em seco e também, mas em menor medida, os que receberam irrigação por avanço frontal e ou pela inundação. Isto se verificou especialmente na parte norte da província de Salta.

Os cultivos reduziram seu ciclo de amadurecimento devido às altas temperaturas que se registraram a partir de setembro e durante outubro e novembro. Também foram atingidos pelas baixas temperaturas e geadas que se registraram a finais de julho, parte de agosto e os primeiros dias de setembro; fatores estes que provocaram um rendimento menor do esperado.

Aproximadamente a meados de outubro, começou a debulha dos trigos de Salta e finalizaram a finais de novembro. Nesta campanha, obtiveram-se rendimentos menores que oscilaram entre 1200 e 2500 kg/ha, com lotes por embaixo e por cima, com qualidade de grão de boa a regular. Houve lotes onde não foi possível fazer a colheita.​​

Obtiveram-se rendimentos muito variáveis, mas em geral bons a respeito de campanhas anteriores, embora tenham se perdido alguns lotes por causa das chuvas no final da debulha. A respeito da qualidade, observou-se um grão um pouco manchado e brotado.​​

MAPA DA SUB-REGIÃO

 
RESULTADOS DA ANÁLISE COMERCIAL E INDUSTRIAL​​

 
ANÁLISE DE GRÃOS​ PARÂMETROS ANALÍTICOS MÍNIMO MÁXIMO MÉDIA DESVIO PADRÃO COEFICIENTE VARIAÇÃO​
Peso Hectolitro (kg/hl)80,8083,50 82,231,031,25
Total Danificados (%)​​​0,04 0,32 0,15 0,09 61,77
Matérias Estranhas (%)0,12 0,87 0,41 0,30 74,02
Grãos Quebrados e/ou Chochos (%)0,04 0,41 0,25 0,12 46,23
Grãos Barriga Branca (%)​1,304,38 3,121,0935,06
Proteínas (Base 13,5% H°) (%)10,812,6 11,70,64,85
Proteínas (S.S.S) (%)12,514,6 13,60,74,79
Peso 1000 Grãos Tal Qual (gr.) ​​33,6036,50 35,60​1,02,93
Cinzas (S.S.S.) (%) ​​​1,2431,960 1,7460,18410,51​
Total danificados compreendidos por 0,01% de grãos ardidos, 0,10% grãos verdes, 0,03% brotados, 0,01% ​roídos por lagarta, e 0,01% calcinados. Não houve danos por carvão, geados e roídos no seu gérme.​​​​

DISTRIBUIÇÂO POR GRAUS​​



ANÁLISE DE FARINHA PARÂMETROS ANALÍTICOS MÍNIMO MÁXIMO MÉDIA DESVIO PADRÃO COEFICIENTE VARIAÇÃO​
MOENDAGluten Úmido (%)24,832,1 29,02,79,30
Gluten Seco (%)​9,211,9 10,7 1,09,23
Falling Number (seg.)244376 3214614,26
Rto. Farinha (%)59,660,2 60,00,20,35
Cinzas (s.s.s.) (%)​​0,4970,0652 0,6160,0548,75
FARINOGRAMAAbsorção de Água (14 % H°) (%)56,5 61,9 59,9 2,13,50
Tempo de Desenvolvimento (min.)5,7 20,0 9,4 5,1 54,02
Estabilidade (min.)​​7,236,5 16,110,565,48
Afrouxamento (12 min.)​367 402665,59
P (mm)78117 1001716,73
ALVEOGRAMA
L (mm)78117 751013,74
W Joules x 10-4215379 2695921,87
P / L0,982,15 1,330,4131,00​
Estes resultados foram elaborados com base em 7 amostras a partir de 32 ​amostras primárias.
 

DADOS RELATIVOS DA SUB-REGIÃO

Nesta Sub-região a produção foi de 521.412 tn., que representam 2,8% sobre o total nacional para a safra. Para fins deste relatório foram utilizadas 24.​000 tn. como amostras, isto é, 4,6% da produção.

 

APÊNDICE DE AMOSTRAS CONJUNTO POR LOCALIDADE
IDENTIFICAÇÃO DA AMOSTRA ANÁLISE DE GRÃOS​
NÚMERO DE AMOSTRA LOCALIDADE, DISTRITO OU DEPARTAMENTO TONELAGEM GRAU PESO HECTOLITRO (KG/HL) TOTAL DANIFICADOS (%) MATÉRIAS ESTRANHAS (%) GRÃOS QUEBRADOS E/OU CHOCHOS(%) GRÃOS BARRIGA BRANCA (%) PROTEÍNA(s/b 13,5 % H°) PROTEÍNA (s/S.S.S.) PESO DE MIL GRÃOS (gr.) TAL QUAL CINZAS (s.s.s.) %​
4Tucumán4000182,150,070,140,324,1610,812,536,521,693
5Tucumán​4000183,500,130,120,044,3811,413,236,441,663​
6Tucumán4000181,950,070,150,413,7812,114,033,581,860​
8Catamarca2000380,800,040,450,241,3012,614,634,521,243​
9Salta4000283,500,320,530,262,9212,214,135,991,960​​
10Salta4000380,800,180,870,271,7811,513,336,021,748​​
11Salta2000382,150,220,860,152,0412,314,235,501,866​​​

APÊNDICE DE AMOSTRAS CONJUNTO POR LOCALIDADE​​
IDENTIFICAÇÃO DA AMOSTRA ANÁLISE DE FARINHA​​
NÚMERO DE AMOSTRA LOCALIDADE, DISTRITO OU DEPARTAMENTO GLÚTEN ÚMIDO(%) GLÚTEN SECO (%) FALLING NUMBER (seg.) RTO. FARINHA(%)​​ FARINOGRAMA ALVEOGRAMA CINZAS (S,S,S,)(%)​
% AA (14 % H°)​ T, D, (min.) ESTABILIDADE (min.) AFROUXAMENTO(12 min.)​​ P L W P/L
4Tucumán24,89,228960,256,56,410,26478802150,980,642
5Tucumán26,59,835260,058,111,222,023112733041,531,615​
6Tucumán30,011,135459,960,79,017,919107742871,450,638​
8Catamarca29,911,124459,658,820,036,53117813791,440,497​
9Salta31,711,733160,161,65,77,26788812261,090,652​​
10Salta28,010,437660,061,67,811,737114532352,150,62​8​
11Salta32,111,930060,261,95,77,26781822350,990,642​​
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